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Notícias Forças Armadas do Japão apostam em atrair mulheres para as fileiras

Lordelo

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De acordo com uma nova meta estabelecida este ano, o país gostaria de elevar a proporção de mulheres para 13% do efetivo das Forças de Autodefesa do Japão (FAD) até março de 2036, contra os atuais 9%, precisou o ministério.


O Ministério da Defesa comprometeu-se a melhorar as condições do pessoal feminino na sequência de um escândalo de agressão sexual amplamente divulgado pelos meios de comunicação, no qual uma ex-soldado contou a sua história no YouTube após o abandono de uma investigação interna.


O ministério prevê "promover o envolvimento ativo do pessoal feminino", indicou num comunicado transmitido à agência AFP, em que sublinhou a necessidade de um "equilíbrio entre a vida profissional e a vida privada".


Não só as oportunidades oferecidas às mulheres nas FAD continuam a alargar-se, como o ministério também "melhora as instalações... nomeadamente através da criação de casas de banho, chuveiros e espaços dedicados às mulheres em cada guarnição e base, bem como de alojamentos femininos a bordo dos navios", acrescentou.


Tóquio está a aumentar as despesas militares e a tentar atrair mais recrutas para as forças armadas nipónicas, face à crescente preocupação que representam as ambições territoriais da China na região.


No entanto, a perigosidade das missões, os baixos salários e uma idade de reforma precoce, por volta dos 56 anos, afastam os jovens japoneses, segundo responsáveis e especialistas.


O recrutamento é igualmente complicado pela baixa taxa de natalidade do Japão e pelo declínio demográfico. Cerca de 10% dos 250.000 postos nas forças armadas estão vagos.


Entre os países membros da NATO e os seus parceiros, a proporção de mulheres é, em média, mais elevada, representando estas mais de 12% do efetivo militar em 2022, de acordo com um relatório do Serviço de Investigação do Parlamento Europeu. Este valor era de pouco mais de 10% em 2014.


Nos Estados Unidos, as mulheres representavam cerca de 18% dos recrutas em 2023, de acordo com o Ministério da Defesa.


O aumento do número de mulheres nas Forças de Autodefesa do Japão "contribuirá para trazer uma maior diversidade de pontos de vista às nossas missões, nomeadamente às operações de socorro em caso de catástrofe e a outras atividades que envolvam uma interação direta com o público", declarou o Ministério da Defesa japonês.


A ex-soldado Rina Gonoi, que foi vítima de abuso sexual enquanto servia no exército, chegou a um acordo com o governo e um ex-colega em janeiro, após uma batalha judicial que durou vários anos.

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