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De acordo com um novo estudo que será publicado na edição de abril do Journal of Dentistry, uma ida ao dentista poderá ajudar a fazer o diagnóstico de diabetes. Existe um simples exame que pode ser feito de forma a conseguir chegar a esta conclusão sem outro tipo de exames.
O estudo indica que poderá ser feito um simples exame no dentista para conseguir chegar ao diagnóstico desta doença. A investigação revelou que nenhum dos pacientes tinha sido detetado antes de fazer este teste.
“Os resultados sugerem que as consultas no dentista podem oferecer uma oportunidade valiosa para identificar pessoas com risco de diabetes, particularmente pacientes idosos, aqueles com IMC elevado e pessoas com doença gengival”, revela Giuseppe Mainas, um dos autores do estudo.
Descobrir diabetes no dentista?
A investigação foi feita com 900 pacientes. Durante um exame no dentista foi pedido para ser medida a hemoglobina. Cerca de 29% dos participantes apresentaram níveis de açúcar no sangue que indicavam pré-diabetes e 7% tinham mesmo os valores bastante elevados.
“Quando o exame revela níveis elevados de hemoglobina A1C, os pacientes devem consultar o seu médico clínico geral para uma análise mais aprofundada”, revelou Mark Ide, outro dos autores do estudo.
“Isso é algo que talvez não tivessem feito sem o exame odontológico. A maioria dos pacientes do nosso estudo ficou surpreendida ao descobrir que tinha níveis elevados de hemoglobina e não fazia ideia de que poderia ter pré-diabetes ou diabetes”, continuam.
Os resultados apontam que os níveis elevados de açúcar no sangue foram encontrados em pessoas com doença nas gengivas mais grave. “O processo inflamatório pode alterar o metabolismo que por sua vez influencia ainda mais a inflamação. A doença gengival pode levar a complicações da diabetes e vice-versa.”
Cinco sinais subtis que podem indicar diabetes
A diabetes é um problema de saúde pública que resulta, muitas vezes, da forma como as pessoas vivem e dos hábitos que têm. Como reporta a Organização Mundial de Saúde (OMS), a incidência da doença tem vindo a aumentar. Em 2010, cerca de 34,9% da população portuguesa entre os 20 e os 79 anos apresentava diabetes ou pré-diabetes e cerca de 43,6% dos casos não estavam diagnosticados.
A diabetes é responsável por várias complicações que diminuem a qualidade de vida, podendo provocar a morte precoce. É uma doença que não tem cura. No entanto, o avanço nos tratamentos e a compreensão da doença permitem aos diabéticos levar uma vida praticamente normal. Muitas vezes, o cuidado com a alimentação e a prática regular de exercício são suficientes para evitar a doença ou para a manter controlada.
Na verdade, existem três tipos de diabetes: tipo 1, tipo 2 e diabetes gestacional. A maioria das pessoas possui diabetes do tipo 2, que ocorre quando o corpo não usa bem a insulina e não consegue manter o nível de açúcar no sangue estável, de acordo com o CDC.
Já o diabetes tipo 1 é muito menos comum – apenas cerca de 5% dos diabéticos o têm. Trata-se essencialmente de uma doença autoimune em que o corpo deixa de produzir insulina (e, como tal, não consegue regular o açúcar no sangue).
E a diabetes gestacional ocorre em mulheres grávidas. Regra geral a patologia desaparece após o parto, mas pode aumentar a probabilidade de desenvolver o tipo 2 mais tarde, de acordo com o National Institute of Diabetes and Digestive and Kidney Diseases (NIDDK).
Todos os três tipos de diabetes podem ser facilmente detetados através de um exame de sangue. O teste, essencialmente, verifica se a glicose na corrente sanguínea (também conhecida como açúcar no sangue) está excessivamente alta.
IN:NM
