Rússia atingiu com drones a rede ferroviária do centro da Ucrânia
As forças russas atingiram com drones várias carruagens de comboio na região de Kirovohrad, centro da Ucrânia, informou hoje o ministro do Desenvolvimento ucraniano, Oleksiy Kuleba.
Através das redes sociais, o ministro publicou fotografias da oficina ferroviária onde várias locomotivas danificadas estavam a ser reparadas.
O local foi atingido por aparelhos aéreos não tripulados (drones) durante a última madrugada.
Kuleba confirmou também danos nas infraestruturas portuárias no sul da Ucrânia, que já tinham sido anteriormente reportados pela Administração Militar da Região de Odessa.
A Rússia ataca regularmente a rede ferroviária ucraniana, incluindo comboios de passageiros em movimento, visando prejudicar um dos principais meios de transporte da Ucrânia.
A Rússia invadiu a Ucrânia em 2014 anexando a Península da Crimeia e lançou uma campanha militar de grande escala contra todo o território ucraniano em fevereiro de 2022.
Ataques de drones ucranianos atrasam mais de 50 voos na Rússia
Ataques de drones lançados pela Ucrânia contra território russo obrigaram as autoridades de aviação russas a atrasar hoje mais de 50 voos, principalmente nos aeroportos de São Petersburgo e Kaliningrado.
De acordo com um comunicado do Aeroporto de Pulkovo, na antiga capital imperial, 43 voos sofreram atrasos superiores a duas horas e 23 foram cancelados.
Outros 23 voos foram desviados para aeroportos alternativos, informou o aeroporto.
Entretanto, 11 voos foram atrasados no Aeroporto de Kaliningrado, segundo o 'site' oficial do terminal.
No total, segundo o Ministério da Defesa russo, 85 drones de asa fixa foram "intercetados e destruídos" sobre nove regiões russas e o Mar Negro.
Rússia ataca Ucrânia com míssil hipersónico Kinzhal e 442 drones
A Rússia atacou esta noite a Ucrânia com um míssil hipersónico Kinzhal e 442 drones, tendo as forças de defesa de Kiev conseguido abater ou neutralizar 380, informou hoje a Força Aérea ucraniana.
Em comunicado, a Força Aérea refere ainda terem-se registado impactos de 16 drones em sete locais e a queda de fragmentos em 14.
Segundo detalha, as forças russas lançaram o míssil Kinzhal a partir do espaço aéreo da região russa de Riazán e 442 drones de ataque Shahed, Gerbera, Italmas e de outros tipos a partir das origens russas de Briansk, Kursk, Oriol, Mílerovo e Primorsko-Ajtarsk, e ainda de Gvardíiske e Chauda, na península ucraniana da Crimeia, anexada pela Rússia em 2014.
Cerca de 300 dos drones lançados a partir das 18h00 de sábado (17h00 em Lisboa) e durante a noite eram Shahed, acrescenta o relatório, publicado no Telegram.
Até às 09h00 (08h00 em Lisboa) de hoje, a defesa antiaérea abateu ou neutralizou 380 desses aparelhos não tripulados inimigos, indicou a Força Aérea, que alertou que o ataque continua e que ainda existem vários drones no espaço aéreo.
Na comunidade de Voskresenska, na região de Mikoláyiv, 10 pessoas ficaram feridas no ataque noturno com drones, entre elas oito menores com idades entre os 10 e os 16 anos e duas mulheres de 40 e 18 anos, informou, por sua vez, o chefe da administração regional, Vitali Kim, no Telegram.
Todos os feridos foram hospitalizados e, na madrugada de hoje, a mulher de 40 anos e duas meninas de 13 e 15 anos encontravam-se em estado grave, enquanto o prognóstico para os outros seis menores é de gravidade moderada, acrescentou.
Na noite de sexta-feira para sábado, as forças russas atacaram uma maternidade na cidade de Odessa, onde se encontravam 22 recém-nascidos.
Por seu lado, as Forças de Sistemas Não Tripulados informaram da destruição, no sábado, de 1.305 alvos inimigos, 55 pontos de descolagem de drones, um sistema de defesa antiaérea, quatro tanques, 21 sistemas de artilharia, 42 veículos, 26 motociclos e 279 aeronaves não tripuladas inimigas.
"No total, ao longo do mês de março (de 01 a 28 de março), foram destruídos ou neutralizados 34.022 alvos, dos quais 9.590 eram combatentes inimigos", acrescenta o comunicado, divulgado hoje no Telegram.
Rússia confirma ataque ucraniano a fábrica de fertilizantes
As autoridades russas reconheceram hoje o ataque lançado pela Ucrânia contra uma fábrica de fertilizantes na região de Samara, que tinha sido noticiado por órgãos de comunicação ucranianos.
"Na madrugada de hoje, drones inimigos atacaram uma empresa industrial na cidade de Togliatti", escreveu o governador local, Vyacheslav Fedoryshev, no MAX, o serviço russo de Telegram.
O responsável acrescentou que o ataque não causou vítimas nem danos a residências.
"As equipes de emergência estão a atuar" no local, disse Vyacheslav Fedoryshev.
Antes, a agência de notícias ucraniana Ukrinform tinha noticiado um ataque ucraniano contra a fábrica de fertilizantes Kuibishev Azot, localizada na cidade de Togliatti.
O Ministério da Defesa russo informou que 102 drones ucranianos de asa fixa foram abatidos durante a noite em 10 regiões da Rússia e no Mar de Azov.
Ucrânia. Alta funcionária do governo detida por elogiar Putin
O Serviço de Segurança da Ucrânia deteve a chefe de um departamento do Ministério da Cultura por ser suspeita de promover propaganda a favor da Rússia, elogiando Putin e justificando a agressão contra a Ucrânia.
O Serviço de Segurança da Ucrânia (SBU) deteve uma alta funcionária do Ministério da Cultura por suspeitas de promover propaganda pró-Rússia.
A informação foi adiantada pelo próprio SBU, no Telegram, esta segunda-feira, detalhando que a mulher era chefe de um dos departamentos do ministério e que "elogiava Putin e justificava a agressão armada da Rússia contra a Ucrânia".
"Segundo os especialistas cibernéticos da SBU, a funcionária divulgava propaganda hostil entre os seus colegas e conhecidos" e "citava com aprovação os discursos públicos do líder do Kremlin, justificava os bombardeamentos russos contra infraestruturas críticas da Ucrânia, nomeadamente instalações energéticas na capital, divulgava notícias falsas sobre as Forças de Defesa e espalhava desinformação sobre a situação operacional na frente de batalha".
Durante a detenção, e as buscas que se sucederam, as autoridades ucranianas apreenderam quatro smartphones, dois computadores portáteis, um disco rígido e "outros materiais com provas dos crimes".
Em comunicado, o Ministério da Cultura condenou as ações da sua funcionária, afirmando que estava a cooperar com as autoridades.
"Estamos gratos à SBU pela sua cooperação e pela sua postura firme face a ameaças à segurança nacional", começou por dizer na nota, citada pelo The New Voice of Ukraine. "A informação divulgada diz respeito a um funcionário a título individual e não reflete a posição do ministério. Estamos a colaborar plenamente com as autoridades policiais e a fornecer todas as informações necessárias. Qualquer justificação ou apoio à agressão da Rússia é inaceitável e terá consequências."
Segundo o SBU em causa está um crime de "justificação, reconhecimento da legitimidade, negação da agressão armada da Rússia contra a Ucrânia e glorificação dos seus participantes", de acordo com a alínea 3 do artigo 436-2 do Código Penal da Ucrânia. Ao todo, a mulher pode ser sentenciada até 8 anos de prisão podendo até ter os seus bens confiscados.
Queda de avião militar russo na Crimeia causa morte dos 29 ocupantes
Um avião de transporte militar russo que sobrevoava a península da Crimeia caiu num penhasco, matando todos os 23 passageiros e seis tripulantes, informou hoje a agência de notícias oficial russa TASS.
A agência, citando o Ministério da Defesa russo e fontes no local, disse que o contacto com a aeronave An-26 foi perdido às 18h00 de terça-feira (15h00 em Lisboa), durante um voo programado sobre a Crimeia.
De acordo com fontes no local do acidente, todos os 23 passageiros e seis tripulantes morreram.
As equipas de resgate, que localizaram o local do acidente, foram mobilizadas após a perda de contacto com a aeronave.
O avião não apresentava danos antes da queda, pelo que, "a causa preliminar do acidente é uma falha técnica", afirmou o Ministério da Defesa russo.
Num comunicado divulgado pela agência de notícias russa Interfax, o ministério acrescentou que uma comissão já está a trabalhar no local para investigar os motivos do acidente.
A península da Crimeia, uma região estratégica por ter acesso ao mar Negro, está sob controlo russo desde 2014, após um referendo controverso não reconhecido pela comunidade internacional, e é uma fonte de disputa de longa data entre a Rússia e a Ucrânia.
Ataque russo com drones sobre Odessa e Ucrânia atinge refinaria em Ufa
As forças armadas russas e ucranianas atacaram-se com drones na noite de quarta-feira, respetivamente a infraestrutura portuária de Odessa, no sul da Ucrânia, e uma refinaria em Ufa, no sudeste da Rússia, mas sem vítimas mortais.
Segundo o ministério do Desenvolvimento da Ucrânia, "na sequência dos ataques de drones inimigos ao porto, vários armazéns e hangares foram danificados", assim como edifícios de escritórios e empresas, contentores e veículos".
Um outro drone russo atingiu um prédio residencial na cidade de Kharkiv, nordeste da Ucrânia e duas pessoas ficaram feridas nesse ataque, segundo os serviços de socorro ucranianos.
No total, segundo Kiev, um total de 172 drones de longo alcance foram lançados nesta ofensiva, dos quais 147 foram neutralizados pelas defesas ucranianas. Outros 22 drones não foram intercetados e caíram em 12 locais na Ucrânia não especificados pela força aérea ucraniana.
Por seu lado, as forças armadas ucranianas visaram uma refinaria em Ufa, capital da região da Bascortosão, mais de 1.300 quilómetros a leste de Moscovo, segundo o governador local, Radiy Khabirov.
O ministério da Defesa russo anunciou o abate de 147 drones ucranianos sobre onze regiões russas e os mares Negro e de Azov.
"Ataque terrorista com drones contra Ufa. Vários drones foram abatidos perto de refinarias. Fragmentos de um deles caíram na zona industrial. Não há vítimas. Os bombeiros estão a trabalhar para extinguir as chamas na propriedade da empresa", escreveu Khabirov, acrescentando que "outro drone atingiu um prédio de apartamentos na Rua Gafuri".
Devido aos ataques, o aeroporto local suspendeu temporariamente as operações de voo, de acordo com a autoridade de aviação civil russa Rosaviatsia.
Rússia lançou em março recorde de drones desde o início da guerra
A Rússia visou a Ucrânia em março com um número recorde de drones desde o início da guerra, em 2022, de acordo com uma análise de dados ucranianos realizada hoje pela agência AFP.
As forças russas lançaram 6.462 drones, um número que inclui um ataque sem precedentes em 24 de março, com perto de 1.000 drones disparados em 24 horas, indicam os dados fornecidos diariamente pela Força Aérea ucraniana.
Em contrapartida, o número de mísseis lançados contra a Ucrânia em março diminuiu em relação a fevereiro, passando de 288 para 138, referiu a agência de notícias francesa.
Os ataques causaram numerosas vítimas civis, inclusive longe da linha da frente onde as tropas de Kiev e Moscovo se defrontam desde a invasão russa em fevereiro de 2022.
As baixas civis não foram evitadas apesar de o exército ucraniano ter intercetado, em março, 90% dos drones e mísseis.
No ataque de 24 de março, dos quase 1.000 drones lançados em 24 horas, 556 foram disparados durante o dia, causando oito mortos e dezenas de feridos.
Alguns dos aparelhos não-tripulados atingiram o centro histórico de Lviv (oeste), classificado como património mundial da UNESCO, em plena tarde.
Moscovo afirma que nunca visa alvos civis, mas apenas infraestruturas de cariz militar e industrial.
Uma nova ofensiva de grande escala ocorreu na quarta-feira, com 700 drones lançados em 24 horas, mais de 360 durante o dia.
A ofensiva ocorreu um dia após a Rússia ter rejeitado uma proposta de trégua para a Páscoa formulada pelo Presidente ucraniano, Volodymyr Zelensky.
"Os ataques visam puramente instalações civis", denunciou hoje Zelensky nas redes sociais, considerando que as ações do exército russo ilustram "a resposta da Rússia aos esforços diplomáticos" de Kiev.
O processo de negociação sob mediação norte-americana entre Kiev e Moscovo, para pôr termo ao conflito mais sangrento na Europa desde a Segunda Guerra Mundial (1939-1945), foi suspenso devido ao eclodir da guerra no Médio Oriente, no final de fevereiro.
A nova guerra, desencadeada por uma ofensiva conjunta dos Estados Unidos e de Israel contra o Irão, concentra agora as atenções das autoridades e militares norte-americanos.
Zelensky afirmou, contudo, ter tido na quarta-feira uma chamada positiva, por videoconferência, com os emissários norte-americanos Steve Witkoff e Jared Kushner, o senador Lindsey Graham e o secretário-geral da NATO, Mark Rutte.
"Concordámos em reforçar as garantias de segurança" para o pós-guerra, afirmou Zelensky.
Moscovo não avançou terreno pela 1.ª vez desde 2023, segundo ISW
O exército russo não registou quaisquer ganhos territoriais na Ucrânia em março, uma situação inédita desde setembro de 2023, segundo dados recolhidos pela organização não-governamental (ONG) Instituto para o Estudo da Guerra (ISW).
De acordo com os dados da ONG sediada em Washington e analisados pela agência de notícias France-Presse (AFP), em alguns pontos as Forças Armadas russas recuaram perante as forças de Kiev.
De forma geral, o exército russo tem abrandado desde o final de 2025, devido às contra-ofensivas no sudeste do país, com um avanço de 123 quilómetros quadrados (km²) em fevereiro, o que já constituía o menor avanço desde abril de 2024.
Em toda a frente de batalha, em março, as forças ucranianas chegaram mesmo a recuperar nove km².
Este número exclui as operações de infiltração realizadas pelas forças russas para além da linha da frente, bem como os avanços reivindicados pelo lado russo, mas que não foram confirmados nem desmentidos pelo ISW, que trabalha com o Critical Threats Project (uma ramificação do American Enterprise Institute ou AEI), outro centro de reflexão norte-americano especializado no estudo de conflitos.
O ISW atribui este abrandamento do exército russo nos últimos meses às contra-ofensivas ucranianas, mas também à "proibição imposta à Rússia de utilizar os terminais Starlink na Ucrânia" e aos "esforços do Kremlin (presidência russa) para restringir o acesso ao Telegram".
Esta aplicação de mensagens, muito popular na Rússia, inclusive na linha da frente, tem sido praticamente inutilizável nos últimos meses devido a bloqueios por parte das autoridades, enquanto Moscovo incentiva ativamente os seus cidadãos a optar pela plataforma Max, que o Governo russo promove como uma "aplicação de mensagens nacional".
Tal como em fevereiro, a Rússia perdeu terreno na parte sul da linha da frente, entre as regiões de Donetsk e Dnipropetrovsk.
Nesta zona, a Rússia tinha entrado pela primeira vez em junho de 2025 e ocupava mais de 400 km² no final de janeiro.
Este domínio reduziu-se para 200 km² em fevereiro e, posteriormente, para 144 km² em março.
Por outro lado, a situação é desfavorável a Kiev mais a norte, na região de Donetsk, na direção das duas grandes cidades regionais de Kramatorsk e Sloviansk.
A leste de Sloviansk, as tropas russas avançaram cerca de 50 km² num mês.
Ao longo de todo o quarto ano de conflito, em 2025, o exército russo avançou mais do que nos 24 meses anteriores.
No entanto, a dinâmica está a inverter-se: nos primeiros três meses de 2026, os ganhos territoriais russos são duas vezes menores do que em 2025, no mesmo período.
Quatro anos após o início da invasão russa da Ucrânia, Moscovo ocupa pouco mais de 19% do território, a maior parte conquistada durante as primeiras semanas do conflito.
Cerca de 7%, incluindo a Crimeia e zonas da bacia industrial do Donbass, já se encontravam sob controlo russo ou de separatistas pró-russos antes da invasão de fevereiro de 2022.
Ainda assim, a Rússia visou a Ucrânia em março com um número recorde de drones desde o início da guerra, em 2022, de acordo com uma análise de dados ucranianos realizada também hoje pela agência de notícias AFP..
As forças russas lançaram 6.462 drones, um número que inclui um ataque sem precedentes em 24 de março, com perto de 1.000 drones disparados em 24 horas, indicam os dados fornecidos diariamente pela Força Aérea ucraniana.
Em contrapartida, o número de mísseis lançados contra a Ucrânia em março diminuiu em relação a fevereiro, passando de 288 para 138, referiu a agência de notícias francesa.
As baixas civis não foram evitadas apesar de o exército ucraniano ter intercetado, em março, 90% dos drones e mísseis.
No ataque de 24 de março, dos quase 1.000 drones lançados em 24 horas, 556 foram disparados durante o dia, causando oito mortos e dezenas de feridos.
Uma nova ofensiva de grande escala ocorreu na quarta-feira, com 700 drones lançados em 24 horas, mais de 360 durante o dia.
A ofensiva ocorreu um dia após a Rússia ter rejeitado uma proposta de trégua para a Páscoa formulada pelo Presidente ucraniano, Volodymyr Zelensky.
Pyongyang vai enterrar em meados de abril soldados mortos na guerra na Ucrânia
A Coreia do Norte vai realizar uma cerimónia de enterro, em meados de abril, para os soldados norte-coreanos mortos enquanto lutavam ao lado da Rússia contra a Ucrânia, anunciou hoje a imprensa estatal.
O regime de Pyongyang está a construir um museu em homenagem aos soldados caídos, um projeto que está quase concluído, de acordo com a agência de notícias oficial norte-coreana KCNA.
O museu será inaugurado em meados de abril, e será realizada uma cerimónia para o "sepultamento solene dos restos mortais dos mártires", informou a agência.
De acordo com a KCNA, a cerimónia será realizada "no primeiro aniversário do fim das operações de libertação de Kursk" --- uma região russa onde as forças ucranianas lançaram uma operação militar no verão de 2024.
O líder norte-coreano Kim Jong-un visitou o local do futuro museu em fevereiro, elogiou o "grande heroísmo" dos soldados caídos e descreveu o museu como "um lugar para a educação patriótica", segundo a agência.
Os dois países celebraram em 2024 um acordo de defesa mútua, após a invasão da Ucrânia pela Rússia em 2022, e Pyongyang enviou tropas terrestres e sistemas de armas para apoiar Moscovo.
O país isolado, empobrecido e muito vulnerável a catástrofes naturais, recebe em troca ajuda financeira, alimentos e energia, além de tecnologias militares, de acordo com analistas.
Os serviços de inteligência sul-coreanos e ocidentais estimam que a Coreia do Norte enviou milhares de soldados para a Rússia, principalmente para a região de Kursk, bem como granadas, mísseis e sistemas de foguetes de longo alcance.
De acordo com Seul, pelo menos dois mil soldados norte-coreanos foram mortos e milhares de outros ficaram feridos durante este conflito.
A Coreia do Norte confirmou em abril de 2025 que tinha enviado tropas para apoiar a invasão russa e admitiu que alguns soldados foram mortos em combate. Desde então, Kim Jong-un tem realizado várias cerimónias em memória dos soldados.
Em 24 de março, o líder norte-coreano demonstrou a "vontade inabalável" de apoiar a Rússia, numa carta de agradecimento dirigida ao homólogo russo, Vladimir Putin, informou hoje a KCNA.
"Pyongyang estará sempre ao lado de Moscovo. É a nossa escolha e a nossa vontade inabalável", declarou Kim, na carta enviada ao chefe de Estado russo, citada pela agência.
"Atualmente, a RPDC [República Popular Democrática da Coreia] e a Rússia cooperam estreitamente para defender a soberania de ambos os países", salientou Kim, referindo-se à Coreia do Norte pelo nome oficial do país.
Na carta, Kim Jong-un agradeceu ainda ao Kremlin que o felicitou pela reeleição, no domingo, para a presidência dos Assuntos de Estado, o cargo mais alto do poder na Coreia do Norte.
Ataque de longo alcance russo provoca cortes de energia
Um ataque russo com "quase 500 drones e mísseis de cruzeiro" contra a Ucrânia causou hoje cortes de energia de emergência, denunciaram o operador de eletricidade ucraniano, bem como autoridades de Kyiv.
Na plataforma X, o ministro das Relações Exteriores ucraniano, Andriy Sybiga, classificou o ataque como uma resposta "brutal" de Moscovo à proposta de Kyiv de uma trégua de Páscoa.
Para os governantes ucranianos, este ataque aéreo em larga escala ilustra mais um exemplo de ataques diurnos e já terá levado a empresa de energia elétrica ucraniana Ukrenergo a anunciar cortes de emergência de energia "em diversas regiões" do país, como relata a agência internacional AFP.
As forças armadas russas terão lançado mísseis e drones contra diversas regiões da Ucrânia, principalmente na parte central do país.
A Força Aérea ucraniana forneceu atualizações em tempo real sobre um ataque que a agência espanhola EFE descreve como "incomum e massivo" realizado em plena luz do dia pelas forças do Kremlin.
Já o governador da região de Kyiv descreveu, no Telegram, o ataque russo como "em massa" e informou que pelo menos uma pessoa morreu e outra ficou ferida em decorrência do bombardeio na região.
A Rússia normalmente ataca usando drones e mísseis de longo alcance.
Nas últimas semanas, as forças russas realizaram dois bombardeamentos diurnos, sem contar com o de hoje, visando principalmente regiões no oeste e centro da Ucrânia.
Ucrânia: Pelo menos dez mortos em novos ataques aéreos da Rússia
Pelo menos dez pessoas morreram hoje na Ucrânia na sequência de novos ataques aéreos da Rússia, de acordo com as autoridades regionais e o governo ucraniano, que denunciou uma "escalada" no conflito.
"Cerca de 500 drones e mísseis de cruzeiro" foram lançados durante o dia pelo exército russo em território ucraniano, denunciou o ministro dos Negócios Estrangeiros da Ucrânia, Andriï Sybiga, numa publicação nas redes sociais.
Segundo as autoridades regionais, citadas pela Agência France Presse, pelo menos 10 pessoas morreram nos ataques: uma em Bucha, situada perto de Kyiv, outra em Kherson, cidade no sul da Ucrânia, três na região de Soumy, no norte do país, uma em Jytomyr, no centro, duas em Kharkiv, uma das maiores cidades ucranianas, e outras duas em Kramatorsk, na zona leste.
O presidente da Ucrânia, Volodymyr Zelensky, criticou a Rússia por "intensificar os seus ataques, transformando o que deveria ter sido o silêncio dos céus numa escalada".
Nas redes sociais, Zelensky referiu que os "múltiplos ataques" da Rússia aconteceram enquanto conversava ao telefone com o papa Leão XIV.
"Eis a resposta da Rússia à nossa proposta de trégua pascal", afirmou ainda.
A Rússia rejeitou uma proposta de trégua para a Páscoa formulada pelo Presidente ucraniano.
O processo de negociação sob mediação norte-americana entre Kyiv e Moscovo, para pôr termo ao conflito mais sangrento na Europa desde a Segunda Guerra Mundial (1939-1945), foi suspenso no final de fevereiro devido à guerra no Médio Oriente.
A nova guerra, desencadeada por uma ofensiva conjunta dos Estados Unidos e de Israel contra o Irão, concentra agora as atenções das autoridades e militares norte-americanos.
Os Estados Unidos anunciaram recentemente a suspensão temporária de algumas sanções ao petróleo russo, impostas após a invasão da Ucrânia, em fevereiro de 2022, com o objetivo de conter a subida dos preços energéticos no contexto da guerra no Médio Oriente.
Um ataque com mísseis e drones fez um morto e quatro feridos graves na região de Rostov, no sul da Rússia, na fronteira com a Ucrânia, informou hoje o governador regional.
Na cidade de Taganrog, um míssil atingiu uma "instalação comercial", disse Yuri Slyusar, na plataforma de mensagens Telegram.
"Uma pessoa morreu e quatro ficaram feridas", acrescentou, especificando que entre as vítimas estão três residentes locais e um estrangeiro, e que os feridos estavam em estado crítico.
Também hoje, um navio cargueiro foi danificado "por destroços de drones e incendiou-se" no mar de Azov, referiu o governador.
Slyusar disse que se tratava de um "navio de carga de bandeira estrangeira", localizado a alguns quilómetros da costa, mas não especificou a origem dos ataques.
A Ucrânia envia dezenas de drones em direção à Rússia todas as noites em retaliação pelos bombardeamentos diários contra o território ucraniano há mais de quatro anos.
O principal alvo são as infraestruturas relacionadas com a indústria e o comércio de hidrocarbonetos, que, segundo a Ucrânia, permitem a Moscovo continuar a financiar a invasão.
Na sexta-feira, pelo menos 14 pessoas morreram na Ucrânia na sequência de novos ataques aéreos da Rússia, de acordo com as autoridades regionais e o governo ucraniano, que denunciou um agravamento do conflito.
"Cerca de 500 drones e mísseis de cruzeiro" foram lançados durante o dia pelo exército russo em território ucraniano, denunciou o ministro dos Negócios Estrangeiros da Ucrânia, Andriï Sybiga, nas redes sociais.
O Presidente da Ucrânia, Volodymyr Zelensky, criticou a Rússia por "intensificar os seus ataques, transformando o que deveria ter sido o silêncio dos céus numa escalada".
Nas redes sociais, Zelensky referiu que os "múltiplos ataques" da Rússia aconteceram enquanto conversava ao telefone com o papa Leão XIV.
A Rússia rejeitou uma proposta de trégua para a Páscoa formulada pelo Presidente ucraniano.
O processo de negociação sob mediação norte-americana entre Kiev e Moscovo, para pôr termo ao conflito mais sangrento na Europa desde a Segunda Guerra Mundial (1939-1945), foi suspenso no final de fevereiro devido à guerra no Médio Oriente.
A nova guerra, desencadeada por uma ofensiva conjunta dos Estados Unidos e de Israel contra o Irão, concentra agora as atenções das autoridades e militares norte-americanos.
Os Estados Unidos anunciaram recentemente a suspensão temporária de algumas sanções ao petróleo russo, impostas após a invasão da Ucrânia, em fevereiro de 2022, com o objetivo de conter a subida dos preços energéticos no contexto da guerra no Médio Oriente.
Ataque russo faz cinco mortos e 19 feridos em mercado na Ucrânia
Um ataque com um drone russo a um mercado na cidade de Nikopol, na região de Dnipropetrovsk, no centro-leste da Ucrânia, provocou esta manhã cinco mortos e 19 feridos, segundo as autoridades locais.
O responsável militar da região de Dnipropetrovsk, Oleksandr Ganzha, e a Procuradoria-Geral da Ucrânia informaram que o bombardeamento ocorreu hoje por volta das 09h50 desta manhã (07h50 em Lisboa).
"Cinco pessoas foram mortas --- três mulheres e dois homens" e 19 ficaram feridas, incluindo uma menor de 14 anos que se encontra em estado crítico, indicou na rede social Telegram o chefe da administração militar da região.
Os pavilhões comerciais e uma loja ficaram danificados, segundo informou o Ministério Público também na conta do Telegram, onde anunciou o início de uma investigação por possíveis crimes de guerra.
O Exército russo não fez comentários sobre este incidente e limitou-se a confirmar ataques contra instalações militares, industriais e energéticas ucranianas utilizadas pelas Forças Armadas da Ucrânia e aeródromos militares ucranianos, "bem como acampamentos de destacamento temporário para unidades militares ucranianas e mercenários estrangeiros" em 142 localidades do país durante as últimas 24 horas.
Ataque ucraniano com drones fez pelo menos quatro mortos na Rússia
Pelo menos quatro pessoas morreram hoje na sequência de um ataque ucraniano com drones contra a região russa de Belgorod, a cerca de 200 quilómetros a leste de Moscovo.
Alexander Avdeyev, autarca da cidade de Vladimir, região de Belgorod, disse que dois adultos e uma criança de sete anos de idade perderam a vida.
Uma outra criança da mesma família ficou ferida, sem gravidade, no ataque que atingiu o prédio de apartamentos em Vladimir.
Entretanto, o governador de Belgorod, Vyacheslav Gladkov, reportou uma vítima civil no distrito de Graivoron atingido por um aparelho aéreo não tripulado (drone).
O Ministério da Defesa da Rússia anunciou hoje que as defesas aéreas abateram 45 drones ucranianos durante a última noite.
A maioria dos ataques foi repelida nas regiões de Leninegrado (19 drones), Voronezh (11), Belgorod (sete) e Vladimir (três).
Os drones ucranianos foram também intercetados sobrevoando as regiões de Bryansk, Volgogrado, Penza e Krasnodar.
As autoridades regionais de Leninegrado afirmaram que 22 drones ucranianos foram abatidos pelos sistemas de defesa.
Rússia alega que ataque de Kyiv danificou terminal CPC no Mar Negro
A Rússia afirmou hoje que um ataque ucraniano ao porto russo de Novorossiisk, no Mar Negro, danificou o terminal do Caspian Pipeline Consortium (CPC), participado por petrolíferas norte-americanas, que não confirmaram a alegação.
O Ministério da Defesa russo afirmou em comunicado que disparos de 'drones' causaram, na noite de domingo para segunda-feira, o incêndio de quatro reservatórios do terminal do CPC e danificaram um oleoduto, bem como um cais de carga.
O ministério afirmou que Kyiv procurava, por esta via, provocar "uma desestabilização do mercado mundial de hidrocarbonetos e a interrupção das entregas de produtos petrolíferos aos consumidores europeus".
Este terminal permite exportar petróleo transportado pelo oleoduto explorado pela CPC, consideraso um dos mais importantes do mundo, que parte dos campos petrolíferos do Cazaquistão, atravessando a Rússia em direção ao Mar Negro.
A CPC, até ao momento, não reagiu nem confirmou as declarações de Moscovo.
Entre os acionistas da CPC contam-se as gigantes petrolíferas americanas Chevron e ExxonMobil.
Sem mencionar a CPC, os serviços de segurança ucranianos (SBU) afirmaram hoje ter atacado, em conjunto com unidades das forças armadas, o terminal petrolífero de Cheskharis, também situado no porto de Novorossiisk.
Segundo esta fonte, o local de Cheskharis é "um dos mais importantes complexos de transbordo de petróleo e produtos petrolíferos do sul da Rússia".
O SBU afirmou que este ataque danificou, nomeadamente, "seis dos sete postos de carga e descarga de petróleo", um "bloco de junção da rede de oleodutos" e provocou incêndios de grande magnitude no local.
Um responsável militar ucraniano afirmou também hoje que um ataque com um 'drone' atingiu uma fragata russa no porto de Novorossiysk.
Segundo Robert Brovdi, conhecido como Madyar, a embarcação visada foi a fragata Almirante Grigorovich, capaz de transportar e lançar oito mísseis de cruzeiro e 24 mísseis antiaéreos.
Brovdi divulgou ainda um vídeo captado pelo 'drone' que terá atingido a embarcação, referindo que a extensão dos danos está ainda em fase de avaliação.
No final de novembro, ataques com 'drones' navais, atribuídos à Ucrânia, tinham danificado gravemente o terminal do CPC.
O Ministério da Energia do Cazaquistão denunciou então um ataque "inaceitável" que criava "riscos para a segurança energética mundial".
Em março, um petroleiro grego foi atingido, segundo o seu proprietário, enquanto se encontrava na fronteira das águas territoriais russas, à espera de instruções para se dirigir ao CPC de Novorossiisk.
Em janeiro, a Grécia também condenou um ataque com 'drones' contra dois petroleiros gregos atingidos perto desse porto, sem sofrerem danos significativos.
O exército ucraniano ataca regularmente navios da 'frota fantasma' russa utilizada por Moscovo para contornar as sanções ocidentais, bem como instalações petrolíferas na Rússia, a fim de afetar as receitas dos hidrocarbonetos que permitem a Moscovo financiar o seu esforço de guerra.
A Ucrânia apresentou uma proposta à Rússia, através de mediadores norte-americanos, de um cessar-fogo nos ataques contra as infraestruturas energéticas de ambos os países, anunciou hoje o Presidente ucraniano, Volodymyr Zelensky.
"Se a Rússia estiver disposta a parar de atacar o nosso setor energético, nós também estaremos. E esta nossa proposta - transmitida através dos americanos - já foi comunicada à Rússia", afirmou Zelensky no seu pronunciamento diário.
A iniciativa do líder ucraniano ocorre depois de Moscovo ter recusado uma proposta anterior de uma trégua durante o período da Páscoa Ortodoxa.
Três mortos em ataque de drone russo a autocarro ucraniano
Três pessoas morreram na cidade de Nikopol, no centro-leste da Ucrânia, devido a um ataque russo com um drone contra um autocarro de transportes públicos, anunciou hoje o chefe da administração militar regional, Oleksandr Ganzha.
Dezasseis outras pessoas ficaram feridas no ataque, três das quais em estado grave, estando oito hospitalizados com ferimentos que incluem estilhaços, lesões nos tecidos e fraturas.
"Este não foi um ataque acidental. É terrorismo deliberado contra civis. Contra pessoas que estavam simplesmente a tratar da sua vida", escreveu Ganzha nas redes sociais.
"O inimigo atacou um autocarro urbano no centro de Nikopol com um drone. O autocarro aproximava-se de uma paragem, havia pessoas dentro e na paragem", explicou.
O responsável regional já tinha avançado anteriormente que um rapaz de 11 anos tinha sido morto noutro ataque de um drone russo contra uma aldeia no distrito de Sinelnikove, na mesma província de Dnipropetrovsk.
De acordo com a Força Aérea ucraniana, a Rússia lançou um total de 110 drones de longo alcance contra a Ucrânia durante a noite, incluindo cerca de 70 drones 'kamikaze' (suicida) Shahed.
As defesas aéreas ucranianas neutralizaram 77 dos drones russos, mas 31 atingiram 14 locais diferentes na Ucrânia, que a Força Aérea não especificou.
O relatório da Força Aérea indicou ainda que fragmentos de drones intercetados caíram em outros nove locais na Ucrânia.
Ucrânia: Rússia confirma morte de 16 soldados camaroneses
Os Camarões anunciaram hoje que a Rússia confirmou a morte de 16 soldados camaroneses na Ucrânia, de acordo com um memorando dirigido à Embaixada da Rússia neste país da África Central, noticia a agência norte-americana The Associated Press (AP).
No memorando dirigido à embaixada, o Ministério dos Negócios Estrangeiros (MNE) da Rússia reconheceu a morte de 16 soldados camaroneses que serviam na zona de operações militares especiais na Ucrânia.
O MNE russo afirmou que foram tomadas as "medidas necessárias" para contactar as famílias dos soldados falecidos.
Numa outra comunicação oficial, enviada no mesmo dia, o MNE russo convidou as famílias de outros seis cidadãos camaroneses residentes na Rússia a comparecerem no ministério para tratar de "assuntos urgentes" que lhes dizem respeito.
Não foram fornecidas mais informações.
Em março do ano passado, o ministro da Defesa dos Camarões instruiu vários altos comandos militares do país a tomarem "medidas de emergência rigorosas" para impedir novas deserções por parte de soldados camaroneses no ativo ou reformados.
Um relatório dos serviços secretos apresentado no parlamento do Quénia no início deste ano revelou que 1.000 quenianos foram recrutados para combater pela Rússia após terem sido induzidos em erro com falsas promessas de emprego no país, antes de serem enviados para a linha da frente.
Dois nigerianos foram mortos no final do ano passado enquanto lutavam pelo lado da Rússia, anunciou este mês a agência de serviços secretos da Ucrânia.
Uma outra investigação da AP, realizada em 2024, revelou que mulheres africanas também foram enganadas para integrar o esforço de guerra russo e enviadas para trabalhar numa fábrica de montagem de drones de ataque destinados a serem utilizados contra a Ucrânia.
Foram atraídas por anúncios nas redes sociais que ofereciam programas de trabalho e estudo.
As autoridades ucranianas estimam que, desde o início da invasão russa, em fevereiro de 2022, cerca de 1.780 africanos de 36 países possam ter sido recrutados para lutar pela Rússia.
Embora alguns participem de forma voluntária como mercenários, outros denunciaram enganos e coações que, segundo especialistas, poderiam constituir casos de tráfico de pessoas.
Kyiv também informou que cidadãos de países como Somália, Serra Leoa, Togo, Cuba e Sri Lanka, entre outros, foram capturados, embora a maioria morra ou fique gravemente ferida antes de ser considerada como prisioneira de guerra.