- Entrou
- Ago 4, 2007
- Mensagens
- 52,508
- Gostos Recebidos
- 1,275
Uma vacina comum que é tomada em todo o mundo pode ajudar a reduzir o risco de Alzheimer em 55%. A conclusão é de um estudo publicado na revista Neurology. Uma dose mais alta da vacina contra a gripe pode vir a ter este efeito em pessoas com 65 ou mais anos.
O estudo da McGovern Medical School, em Houston, nos Estados Unidos, analisou dados de mais de 165 mil pessoas. Foram comparadas doses padrão com pessoas que tinham recebido doses mais elevadas desta mesma vacina.
Quem recebeu uma dose mais elevada revelou ter um risco 55% menor de vir a ter Alzheimer. Em estudos e resultados anteriores, os investigadores mostraram que esta mesma vacina poderia reduzir o risco até 40%.
“As vacinas contra a gripe que são melhoradas conferem uma maior proteção contra a infeção pelo vírus influenza. Assim, diminui o risco de doenças graves e a inflamação sistémica associada, pode promover neuroinflamação e neurodegeneração", explicam os autores do estudo, aqui citados pelo Mirror.
Leia Também: Quer proteger o cérebro? Eis o que um neurologista evita todas as noites
“A vacinação contra a gripe em doses mais altas está associada a um risco reduzido de doença de Alzheimer em comparação com a vacinação em dose padrão em adultos com 65 anos ou mais, com um efeito mais forte entre as mulheres”, continuam.
Segundo os responsáveis pelo estudo, serão necessários mais estudos para perceber melhor os efeitos de uma dose mais elevada da vacina e os efeitos a longo prazo.
A forma como fala pode ser um indicador de Alzheimer
Este problema de saúde é considerado pela 'Alzheimer Society' como a causa mais comum de demência e, segundo a Organização Mundial de Saúde (OMS) "todos os anos, há quase 10 milhões de novos casos" de Alzheimer. Atualmente, a demência é a sétima principal causa de morte e "uma das principais causas de incapacidade e dependência entre os idosos em todo o mundo".
O que preocupa os idosos e as suas famílias é saber como identificar os primeiros sinais deste problema. A especialista Sara Curtis contou ao 'The Conversation' que existem mudanças na linguagem que, por vezes, podem ser um bom indicador.
IN:NM
